sexta-feira, 18 de abril de 2014

A questão do falar em linguas

Muito se tem debatido acerca da questão do "falar em linguas", uma exegese apurada do texto de At 2.6 pode esclarecer muitos pontos, mas não esgota o assunto. O autor noticia que no dia de Pentecostes ( Festa judaica que acontecia 50 dias após a Páscoa), 120 pessoas estavam reunidas numa casa e em oração, neste momento fora ouvido um som que veio do céu (vs 2 ) e foram vistas por eles línguas repartidas como  de fogo que pousavam sobre cada um deles, ato continuo foram cheios do Espirito Santo e começaram a falar  em outras línguas, conforme o Espirito lhe concedia. (grifo meu)
Nesta primeira parte é importante destacar que as pessoas ali reunidas estavam em oração e tinham uma fé comum, não havia entre eles pessoas estranhas a sua fé, pois o lugar que eles estavam era lugar de oração para os cristãos e como a "seita do caminho" (como era chamada a fé na época) estava sendo perseguida, nenhum Judeus ou Romano ajuntava-se àqueles se não professa-se a fé em Jesus, sob a ameaça do Sinédrio e das autoridades Romanas. Observa-se que o texto afirma que eles "começaram" a falar em outras línguas, ou seja, não falavam antes de serem cheios do Espirito Santo e não falaram apenas uma língua e sim diversas. Isso nos ensina que o batismo é uma prerogativa dos salvos e que essa onda de manifestações fora dos circulos dos lavados no sangue de Jesus é indicativa de operação do "fogo estranho", que uma pessoa regenerada pelo poder de Deus pode fazer sinais potentosos mesmo sendo inculta ou nova na fé.
O vs 6 expressa "E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua"  essa afirmativa não deixa dúvidas acerca do tipo de linguagem que essas testemunhas ouviam, qual seja, sua própria língua. Isso posto, entendemos que houve uma capacitação dada pelo Espirito Santo aos 120 de expressarem as grandezas de Deus na língua materna das testemunhas (conforme vs 11).
A teologia reformada esclarece que a capacidade de expressa-se na lingua dos anjos (1Co 13.1) é conhecida como Glossolalia e quem possue essa faculdade fala diretamente a Deus e não pode ser entendido por outras pessoas, mesmo as poliglotas. (1Co14.44). Quem passar a expressar-e em uma lingua que não a estudou, porém conhecida dos homens, tem a Xenolalia e falar exculsivamente das grandezas de Deus (At 2.6).
O Novo Testamento registra três momentos em que pessoas foram batizadas no Espirito Santo, (At 2.4, 10.44-46 e 19.6) em TODAS as situações, aqueles que foram batizados falaram em novas linguas, o que embasa a doutrina pentecostal que aponta como evidência do batismo no E.S. o falar em outras linguas (podendo ser Xenolalia ou Glossolalia), o que não necessariamente comtempla essa pessoa com o Dom de falar em linguas e sim uma reação comum do ser humano ao receber um revestimento de poder dos céus, afinal quem poderia ser indiferente ao agir de Deus ? principalmente aquele que está buscando, esse certamente glorificará o eterno pelo dom recebido.
Finalmente deixo a critério de cada um crer conforme a fé que recebeu, acredito que uma pessoa que foi transformada pelo poder de Deus pode entender as coisas espirituais.
Shalom Adonay

sexta-feira, 11 de abril de 2014

1 Pedro 4.7

" Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem de vossas orações"

Há muitos seculos somos alertados acerca da proximidade da volta de Cristo, isso, ao contrário de fazer-nos esmorecer, deve nos estimular a vigilância nos seus mais altos padrões. O ensino precioso do apóstolo é que as orações podem ser impedidas pela prática do pecado, desta feita, a orientação da palavra de Deus é que o crente empregue todo o vigor no combate ao pecado e a todas as formas de mal. É imprescindível  a todos fugir da aparência do mal (1Ts 5.22), para que neles o nome do Senhor seja glorificado e que esse possa se aproximar de Deus com confiança de que será um vaso usado para honra e glória do seu santo nome.

Shalom Adonay

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Comentário de Lc. 6.46-49

A passagem de Lucas 6.46-49 é uma das mais fortes exclamações de Jesus acerca da obediência devida a sua palavra, ele combate a hipocrisia comum dos fariseus e exorta àqueles que querem segui-lo para uma obediência prática, ou seja, sair da  religiosidade abstrata para uma vida de atitudes concretas.
Muitos estão se enganando com a sensação que são justos diante de Deus somente por aquilo que falam (e como falam), sendo que a sua retórica limita-se a criticar os outros e deixar passar despercebido os seus erros. A passagem revela uma preocupação do Senhor com a incapacidade de alguns seguidores não praticarem aquilo que ouvem.
O apóstolo Tiago reafirma esse ensino no capitulo 1, vs 22, da sua epistola, quando diz " Sede pois praticantes da palavra e não somente ouvintes, ENGANANDO-VOS  a vós mesmo" quem assim procede demonstra um irracionalidade espiritual e arrisca-se a estar as portas da salvação, sem contudo, obter exito em atravessa-las. A vontade de Deus para as nossas vidas é que a prática do amor seja corriqueira em nossas vidas, de tal forma que faça parte do nosso ser amar e praticar os mandamentos do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Shalom Adonay